Andragogia: o que é e por que o RH precisa entender o conceito?
Andragogia, um termo curioso que soa como aquele estudo de dinossauros (Paleontologia, hehe 🦖), mas que no fundo, possui um significado tão, mas tão importante, que é capaz de revolucionar a forma como aprendemos no ambiente corporativo.
O que é? O que faz? Por que é útil? Hoje, nós vamos entender!
Andragogia: o que é esse tal conceito?
Andragogia, palavra que soa meio estranha de início, teve sua origem em 1833 quando um educador alemão, Alexander Kapp, usou o termo para falar sobre educação e aprendizagem de adultos.
A ideia, a partir disso, era pensar em formas de ensino que respeitassem a bagagem de cada pessoa para facilitar a retenção de conhecimento e aprendizado. Atualmente, nos referimos a ela quando falamos sobre treinar e engajar equipes no ambiente corporativo.
Diferente da pedagogia, que foca no ensino para crianças e adolescentes, a Andragogia considera que o adulto já carrega experiências, opiniões e preferências - e que é possível aprender a partir delas.
Por que o RH precisa entender de aprendizagem de adultos
A força de trabalho é formada por pessoas adultas que já viveram, erraram, acertaram e aprenderam de diferentes maneiras, certo? Assim como as digitais, cada uma delas possui um “código único” de aprendizado, o que significa que seguir um modelo padrão de ensino pode, digamos assim, comprometer a absorção de conhecimento por cada colaborador.
Imagine, por exemplo, que na equipe existe um talento chamado “João” que aprende melhor ouvindo histórias. Ele se conecta, faz associações e guarda a informação com facilidade. O mesmo não vale para o colega do lado, o “Pedro” que prefere colocar a mão na massa, testar, errar e refazer. Esse aprende muito mais rápido a partir da prática.
Em resumo… existem características, preferências e experiências de vida que moldam o jeito de cada pessoa aprender. Portanto, é necessário que o RH considere essas diferenças para entregar a cada colaborador um plano de desenvolvimento e treinamento que faça sentido para ele.
Aplicações da Andragogia na capacitação de colaboradores
Falar de Andragogia na prática é olhar para o treinamento da empresa e pensar: “será que todo mundo aprende do mesmo jeito?”
Como já vimos acima, a resposta é “não”. Então o ponto aqui é: como tornar o que é teoria em algo prático?
Gamificação
Transformar treinamento em jogo pode até soar como algo infantil, mas, vai por nós, é uma das formas mais eficazes de engajar os adultos. Quando existe um sistema de pontos, níveis de dificuldades ou até mesmo recompensas, o cérebro libera aquela dose de motivação que faz a gente querer avançar até ver o nosso nome subindo no ranking.
Pense em um curso de compliance que, em vez de ser só uma leitura de normas, a gente transforma em uma “caça ao tesouro digital”. A cada desafio cumprido, o participante desbloqueia pistas, ganha medalhas ou sobe no ranking da equipe. Muito mais dinâmico e divertido, não?
Microlearning
Adultos têm rotinas puxadas e atenção disputada por mil tarefas ao mesmo tempo. Para driblar isso, recorremos a um formato chamado “microlearning”, que entrega conhecimento em pequenas doses, rápidas de consumir e que são fáceis de aplicar no dia a dia.
Em vez de um módulo interminável, como um curso de três horas, por exemplo, o colaborador recebe um vídeo curto, um infográfico ou até um quiz de poucos minutos que resolve a questão. Você certamente já viu um tutorial rápido no YouTube para resolver algo urgente, certo? O microlearning é praticamente isso, só que dentro da empresa.
Só lembrando: microlearning não é qualquer vídeo curto, mas sim conteúdo pensado para resolver demandas específicas.
Aprender na prática
Todo mundo sabe que teoria sozinha não dá conta. A prática, o colocar a mão na massa, é o que realmente fixa o conhecimento e transforma informação em competência.
Gostamos muito desse tipo de aprendizado aqui na YOU porque ele desperta a confiança do colaborador, já que as pessoas “vivem” o cenário antes mesmo de enfrentá-lo de fato. Aí, quando chega a situação real mesmo, a pessoa já está preparada.
Bate-papo e troca de experiências
A mentoria cria uma ponte entre quem tem mais experiência e quem ainda está no início do caminho. Mas, aqui não é necessariamente sobre ensinar truques ou atalhos, ok? É mais sobre compartilhar vivências, com todas as dores, conquistas e aprendizados que vêm junto, para que a pessoa do lado possa aprenda sem precisar passar pelas mesmas ciladas.
Um líder pode contar como lidou com uma negociação difícil, ou um colaborador veterano pode mostrar os erros que cometeu para que outros não repitam a mesma história.
Como aplicar a Andragogia sem neuras
Ok, já vimos que a Andragogia pode deixar os treinamentos mais interessantes, mas como trazer isso para o RH, de verdade?
Pega o print ou um papel para anotar:
- Converse com a galera antes de inventar moda: nada de criar um superprojeto de treinamento sem saber se o time realmente precisa ou quer aquilo. Uma pesquisa rápida, grupos de conversa ou até uma caixinha anônima de feedback já revelam bastante coisa;
- Defina os objetivos (e fuja do “treinar por treinar”): RH adora falar de desenvolvimento, mas a pergunta-chave é: “pra quê?”. Se o objetivo é reduzir erros operacionais, o formato será um. Se a meta é desenvolver liderança, o caminho será outro. Capiche!?
- Escolha os formatos certos: se o objetivo é engajamento, talvez gamificação seja o caminho. Se o time precisa de conhecimento rápido, microlearning cai como uma luva. E se o assunto exige maturidade, uma mentoria pode funcionar melhor. Para cada plano, um formato;
- Monte uma trilha que faça sentido: o colaborador precisa sentir que está caminhando, não pulando de conteúdo em conteúdo aleatório. Por isso, organize os materiais como se fosse uma série: cada episódio prepara para o próximo, até chegar no grande final;
- Teste em pequeno grupo antes de escalar: pense como se fosse lançar um aplicativo… primeiro você roda um piloto com poucas pessoas, entende o que funciona e ajusta o que não faz sentido. Só depois abre para a empresa inteira;
- Colete feedbacks sinceros (e aguente ouvi-los hehe): peça opiniões sem medo de críticas. Se o colaborador disser que achou cansativo, é melhor ouvir isso cedo do que gastar mais orçamento com um modelo que ninguém curte;
- Acompanhe resultados: Meça performance, produtividade, satisfação e até retenção. Se o ponteiro não mexeu, têm coisa ali que precisa ser repensada.
E aí, curtiu saber mais sobre Andragogia e aprendizagem de adultos?
Então aproveita que tá aqui e corre pra conferir o guia para treinamento e desenvolvimento de funcionários que o nosso time da YouRH preparou: Quero o guia