5 sinais de baixa produtividade do time que o RH não pode ignorar
Percebeu sinais de baixa produtividade no time? Hora de pausar o cafézinho e ligar o radar, RH!
Ainda que essa oscilação possa acontecer volta e meia – afinal, tem dias em que o foco tá lá em cima e outros em que parece que a energia foi embora –, existem alguns sinais específicos que não podemos ignorar de jeito nenhum.
E isso porque, se deixarmos de lado, eles podem virar uma verdadeira bola de neve e acabar comprometendo resultados, desgastar relações, e acredite, até impactar o clima organizacional.
Partiu descobrir quais são eles (e mais importante, como reverter)?
Sinais de baixa produtividade para ficar de “zóio”
1- Atraso que vira rotina
Uma entrega ou outra fora do prazo acontece, normal... Mas, quando o “já mando amanhã” começa a virar bordão, tem coisa errada aí. Se deixarmos passar isso em silêncio, o atraso pode desencadear um efeito dominó e, quando vê, o time inteiro estará apagando incêndio graças a esse acúmulo.
2- Reunião fantasma
Você marca aquela call, planeja toda a pauta, entra animado, e… dá de cara com um bando de quadradinhos pretos, respostas no modo automático “aham/beleza” e zero interação. Só falta o grilinho para completar a cena.
Se a reunião virou aquele evento que absolutamente ninguém quer participar, o RH precisa chegar junto e cutucar os líderes para entender: será que esse espaço está fazendo sentido? Reunião boa é aquela em que a galera participa e sai mais animada do que entrou.
3- Padrão caindo ladeira abaixo
Sabe quando alguém que sempre mandava bem começa a entregar coisas cheias de errinhos, sem capricho, meio “qualquer coisa”?
Então, esse é outro alerta fortíssimo que não dá para deixar passar barato. E aqui não é só sobre produtividade. Às vezes, a queda de qualidade é um pedido de ajuda disfarçado de um talento que está precisando de suporte, reconhecimento ou descanso.
4- Zero brilho no olho
Produtividade, por mais que muita gente pense ao contrário, não é só entregar. É também a forma como a pessoa aparece pro time e se engana no dia a dia.
Se existe energia, curiosidade, vontade de participar, ótimo! Mas, quando o colaborador chega no modo automático, faz o básico sem muita empolgação e vai embora sem nem olhar pra trás, tem que acender a luz vermelha.
Isso pode ser reflexo de um ambiente que não está inspirando ou de uma liderança que não está conseguindo se conectar com a equipe.
5- Comunicação truncada
Sabe quando todo mundo fala ao mesmo tempo ou ninguém responde nada, e a troca de mensagens vira um jogo de “telefone sem fio”? Então… falta de clareza na comunicação geralmente gera retrabalho, frustração e até alimenta aquele clima tenso que ninguém gosta.
E o pior: muitas vezes não é nem má vontade de responder ou contribuir, é só a ausência de alinhamento mesmo.
Por que a baixa produtividade do time acontece?
Primeiro, precisamos lembrar uma coisa importante: ninguém acorda um dia e pensa “Nossa, hoje vou ser improdutivo!”.
Os sinais debaixa produtividade quase sempre são consequência de vários fatores que vêm se acumulando ao longo do tempo, e que decidiram “estourar” uma hora.
Pode ser falta de clareza sobre os objetivos, metas inalcançáveis, ausência de feedbacks, ou até mesmo algum problema sério que a pessoa esteja vivendo no off e ainda não queira compartilhar.
Outro ponto que pode contribuir: sobrecarga. Quando o colaborador se vê afogado de tarefas, sem muito apoio ou ferramentas adequadas para executar suas funções, a produtividade simplesmente despenca. E é aí que começa a se desenhar riscos de burnout.
E têm mais, sabia? Pode não parecer, mas um ambiente tóxico, com pouca valorização, com comunicação truncada (que falamos ali acima) e com falta de reconhecimento, também pode sugar a energia e desmotivar até mesmo os profissionais mais engajados.
Como o RH pode ajudar a dar um “up” na produtividade
Ok! Agora que já vimos os sinais de baixa produtividade e as causas, é hora de entender como o RH pode contribuir para essa virada de chave.
Se não quiser, você não precisa fazer tudo de uma só vez. Estude primeiro o ritmo do time para identificar o que originou a queda na produtividade para só aí aplicar a estratégia que faz mais sentido.
- Metas mais claras que céu ensolarado. Esqueça aquele doc cheio de frases rebuscadas que ninguém entende. Meta boa é aquela que todo mundo lê rapidinho e pensa: “tá, eu sei como chegar nisso”;
- Celebrar o arroz com feijão. Não precisa esperar o colaborador ganhar um Oscar corporativo para reconhecer conquistas. Às vezes, um “arrasou naquela entrega” já acende o brilho no olho;
- Feedback sincerão, mas com controle de dose. O colaborador não precisa de sermão para entender onde errou e o que pode melhorar. Precisa de conversa de adulto. O famoso: “isso aqui foi ótimo, isso aqui dá pra ajustar, bora fazer isso juntos?” já é suficiente;
- Líder que veste a camisa e participa da partida. Não adianta sumir quando o bicho pega e voltar só na hora da foto bonita. O RH pode (e deve) puxar líderes que estão lá nos perrengues, lado a lado, ajudando a resolver os BOs;
- Um pouco de flexibilidade nunca matou ninguém. Permita que a galera ajuste os próprios horários, faça pausas estratégicas para um cafézinho ou tenha autonomia no jeito de trabalhar. Isso tira um pouco daquela pressão de se sentir sempre vigiado;
- Treinamento sem cara de filme chato.Troque por coisas rápidas, práticas e efetivas: bate-papo com alguém da própria empresa, workshop leve, gamificação ou até podcast interno.
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