Feedback contínuo: do one-on-one à cultura de alta performance
Sempre que buscamos alcançar uma cultura de alto desempenho, temos que ter em mente o papel que o feedback contínuo exerce no fortalecimento dessa mentalidade.
Para muitos, ainda existe aquela ideia de que o feedback é um “evento muito formal”, que acontece apenas em momentos de avaliação. Mas, aqui no blog da You, a gente vive reforçando o quanto essa troca constante pode trazer resultados que fazem a diferença.
Estimular o desenvolvimento de colaboradores, aprimorar a gestão de desempenho, melhorar o relacionamento entre líderes e equipes… esses são apenas alguns exemplos.
“Mas gente, aqui na empresa estamos sempre conversando com o pessoal e mesmo assim não conseguimos atingir esse nível de performance. O que pode estar errado?”
Calma, calma, sem pânico!
No artigo de hoje, nós vamos tentar descobrir onde as coisas podem estar saindo dos trilhos e, de quebra, dar aquele empurrãozinho sobre como fazer o feedback contínuo funcionar de verdade — desde a reunião 1:1 até o fortalecimento de uma cultura de alta performance.
“Damos feedback o tempo todo e ainda assim estamos longe do resultado. Onde estamos errando?”
Pois bem… antes de apontar onde pode estar o problema, precisamos responder algumas perguntas porque é através delas que vamos chegar ao ponto certo. Então, pensa aí:
Onde será que o RH está errando no feedback?
- Os líderes estão dando feedback somente quando algo dá errado?
- O feedback é claro e direto, ou acaba soando genérico e difícil de entender?
- Existe escuta ativa durante o processo ou é uma conversa de mão única?
- As pessoas saem das conversas sabendo o que fazer para melhorar ou ficam ainda mais perdidas?
- O feedback contínuo está sendo usado para crescimento, ou como uma ferramenta de correção?
Respondido isso, bora analisar as possíveis respostas…
O que pode estar acontecendo?
Se você percebeu que o feedback ainda acontece só quando algo dá errado, é sinal de alerta. Ninguém gosta de associar feedback a bronca, e quando isso acontece, é natural que o time comece a se retrair, a esconder erros e a evitar conversas.
Agora, se o feedback é muito raso, do tipo “você precisa melhorar sua comunicação”, isso também é um problema. Sem explicar como isso pode ser feito, o colaborador provavelmente vai sair da conversa com mais dúvidas do que quando entrou nela.
Outro ponto que muitos acabam esquecendo: escutar ativamente e dar espaço para a outra pessoa se expressar também. Se o colaborador não sentir que ele pode falar abertamente com seu líder, compartilhar percepções ou até mesmo discordar de algo, o momento vai virar um discurso unilateral. E a ideia com o feedback é exatamente o oposto: construir junto.
“Certo! Entendi onde estou errando, mas agora, o que eu preciso fazer para melhorar os resultados com feedback?”
Como já dizia o velho Jack: “Vamos por partes!”
No ambiente corporativo, existem vários momentos em que o feedback pode ser aplicado: em uma reunião 1:1, em uma avaliação de desempenho e até nas interações do dia a dia.
Reunião 1:1
A reunião 1:1 é o momento onde geramos conexão entre líder e colaborador. O famoso olho no olho, sabe? Geralmente, recorremos a esse encontro quando queremos alinhar expectativas, avaliar progresso ou simplesmente entender como a pessoa está se sentindo.
Mas, pra que esse momento funcione de verdade, não podemos transformar a conversa em uma “prestação de contas”. É uma troca — e toda troca precisa ser equilibrada.
Por isso, vamos tentar replicar algumas estratégias:
- Criar um ambiente acolhedor onde ambos se sintam à vontade (vale até um cafézinho antes de começar ou um bolinho!).
- Começar destacando o que deu certo antes de entrar nos pontos de melhoria;
- Fazer perguntas abertas, tipo: “Como você tem se sentido com o projeto?”, “O que você acha que poderia ajudar a melhorar?”.
- Ser específico e direto, mas sempre dosando o tom para não soar como crítica;
- Combinar os próximos passos juntos e não apenas impor o que deve ser feito.
Avaliações de desempenho
As avaliações de desempenho são oportunidades para a gente consolidar o aprendizado e reconhecer as conquistas dos nossos colaboradores. O segredo para não errar no feedback aqui? Não deixá-lo restrito apenas a esse encontro.
Se o colaborador só escutar algo sobre sua performance a cada seis meses, é bem provável que ela perca o senso de direção e motivação no meio do caminho. E quem quer isso?
Por isso, sempre que o seu RH decidir aplicar as avaliações, já planeje um ciclo de feedback antes e estabeleça o seguinte:
- O líder deve acompanhar a evolução entre uma avaliação e outra;
- Deve-se priorizar momentos de conversa mais curtos, porém frequentes;
- Usar o espaço para reconhecer avanços e alinhar expectativas, não apenas cobrar resultados.
Feedback no dia a dia
Sabe aquele elogio rápido depois de uma boa apresentação? Ou aquele toque leve sobre um ponto específico que pode ser melhorado? Isso também entra na categoria de feedback contínuo - e podemos nos beneficiar disso.
Claro… para que o feedback aqui não acabe soando forçado ou mecânico, temos que fazer isso no momento certo. E quando ocorrer, devemos priorizar:
- Espontaneidade e sinceridade sempre. Nada de roteiro pronto;
- Elogiar comportamentos positivos assim que eles acontecem;
- Evitar dar feedback quando o clima emocional não estiver tão bom (esperar um pouquinho pode evitar tensão);
- Focar no comportamento, e não na pessoa.
“E por que o feedback contínuo ajuda tanto na cultura de alto desempenho?”
Resposta rápida e sem floreios: porque uma cultura de alto desempenho só nasce e se sustenta quando o time entende que aprender e melhorar suas aptidões faz parte da rotina. Não é motivo nenhum para tensão.
E como conseguimos isso?
Mantendo o feedback contínuo!
Através dele vamos criar uma ponte entre expectativa e evolução, e mostrar que todos na empresa estão no mesmo barco.
Ah, outra coisa…
Não podemos esquecer que uma cultura de alta performance está diretamente ligada a forma com que os nossos colaboradores se sentem. E novamente, o incentivo a conversas abertas e constantes faz com que as pessoas se sintam mais valorizadas e engajadas.
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“E além de fortalecer essa cultura, como o feedback contínuo contribui?”
De inúmeras formas, desde melhorar o desenvolvimento de colaboradores, até otimizar a gestão de desempenho e aproximar o relacionamento entre líderes e liderados.
Vamos entender como?
Desenvolvimento de colaboradores
Quando damos um feedback (um bom feedback), o colaborador entende o que ele precisa aprimorar e ainda percebe que a empresa está genuinamente interessada no seu progresso.
Isso cria uma relação de confiança e autonomia, sabe?! O que é excelente para o profissional ter clareza e segurança sobre o que precisa desenvolver e em qual ritmo.
Gestão de desempenho
A gestão de desempenho existe pra acompanhar como cada pessoa está evoluindo no trabalho, e não apenas pra medir resultados no fim do mês. Ela ajuda o nosso RH e líderes a entenderem se as metas estão claras, se o time tem o suporte que precisa e se o que foi planejado está, de fato, acontecendo.
O feedback contínuo entra exatamente aqui: uma ferramenta que vai dar ritmo a esse acompanhamento. Com ela podemos planejar as conversas sobre desempenho, para que aconteçam ao longo do processo e não só depois que algo já deu ruim.
Melhor relacionamento entre líderes e equipes
Se o feedback já é visto com olhos positivos e vira parte natural da rotina, a comunicação entre líderes e equipes simplesmente flui.
Resultado disso: conseguimos reduzir ruídos que podem gerar desavenças, fortalecemos os vínculos entre as pessoas e criamos uma relação de parceria e confiança mútua entre todos.
E aí, já sabe o que precisa ser feito para construir uma cultura de alto desempenho? Se curtiu o texto, já corre ler também esse material: Boas práticas de comunicação interna para líderes de equipe.